O Parque Nacional das Emas, em Goiás, é reconhecido pela diversidade da fauna que habita os seus quase 132 mil hectares. O problema é que a unidade está no meio de um mosaico de corredores ecológicos, cortados por rodovias por onde escoa parte da produção de grãos do Centro-Oeste. Resultado: vez por outra, são registrados atropelamentos de animais.

Para evitar isso, a direção da unidade criou o projeto Monitoramento de acidentes com animais silvestres nas rodovias do entorno do Parque Nacional das Emas. O objetivo é identificar as áreas mais críticas e criar corredores e passarelas que possam permitir a circulação dos animais sem riscos de acidentes.

Desde outubro, quando o projeto foi iniciado, houve o registro de 48 animais atropelados, sendo entre eles cinco emas, três antas, dois lobos guará, oito raposas e dois quatis. Ainda foram encontradas mortos nas rodovias próximas, fora da área de monitoramento, duas onças (uma parda e uma pintada) e três antas.

O projeto é realizado em parceria com a Usina Porto das Águas Grupo Cerradinho, que doou dois aparelhos de GPS, duas máquinas digitais com cartões de memória e um freezer para armazenamento das amostras de tecidos dos animais mortos.

O parque fica em um divisor continental de águas, com nascentes de rios importantes como o Araguaia, Sucuriu e Taquari, entre outros. Há, no local, intensa movimentação de fauna.

Nos limites do parque, há duas rodovias a GO 341, que liga Mineiros (GO) a Alto Taquari (MT) e Costa Rica (MS), asfaltada e com volume médio de carga; e a GO 206 que liga Chapadão do Céu (GO) a Costa Rica e Alto Taquari, não pavimentada e com fluxo médio de carga, principalmente nos períodos de safra.

Esse volume de carga deve aumentar significativamente com o incremento da produção e com o possível asfaltamento da rodovia GO 206. Em 2005, foram atropelados 386 animais na GO 341 (relatório prévio 2006 ao Ibama), o que indica que o número de acidentes envolvendo animais silvestres é muito grande.

Fonte: animalivre.com.br

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