A preservação das áreas úmidas como resposta para as mudanças climáticas globais é o tema do Dia Mundial das Áreas Úmidas deste ano, comemorado neste dia 2 de fevereiro. A data marca o aniversário da Convenção de Ramsar, acordo firmado em 1971, no Irã, para promover a proteção e o uso sustentável desses biomas.

O Parque Nacional de Abrolhos, na Bahia, vai receber o título de sítio Ramsar como reconhecimento de sua importância mundial dentro da biodiversidade. Ele é o 11º sítio Ramsar do Brasil.

O Pantanal mato-grossense, manguezais, brejos, charcos, veredas e as margens dos rios são exemplos de áreas úmidas, alternando períodos de seca e de alagamento. Todos exercem papel importante no equilíbrio ambiental das regiões em que estão localizados. Em grandes cidades como São Paulo, a drenagem e o aterramento desses locais acaba piorando a situação das enchentes.

Esta não é a única proteção natural que as áreas úmidas oferecem contra os impactos das mudanças climáticas. Locais que possuem áreas úmidas preservadas sofrem menos com as secas, pois elas ajudam a regular o clima e a purificar a água, redistribuída livre de impurezas no lençol freático.

As áreas úmidas também têm valor inestimável para a produção de alimentos, remédios e a manutenção da biodiversidade. Os manguezais, por exemplo, são considerados o berço da vida no mar, pois ali crescem os meios de subsistência básicos para a cadeia alimentar marinha.

Seu papel na proteção da vida humana também é relevante. Essas florestas costeiras formam uma barreira natural contra tempestades, furacões e marés. Inclusive, os especialistas são unânimes em afirmar que em algumas áreas os impactos do tsunami de 2004 na costa asiática foram piores justamente porque suas áreas úmidas não foram preservadas.

Fonte: http://www.ressoar.org.br

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