Nos anos de 92, 97 e 2001 foi realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e instituto ISER uma pesquisa nacional de opinião sobre o que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável.

 Os objetivos principais da pesquisa foram:

a) produzir um painel, o mais completo possível de informações públicas sobre a consciência ambiental no Brasil;

b) produzir uma série histórica, com dados comparáveis a de outros países;

c) informar os tomadores de decisão, do setor público e do não governamental sobre como os brasileiros pensam e se comportam diante de temas importantes para a gestão ambiental e para as estratégias de promoção do desenvolvimento sustentável.

A pesquisa realizada permitiu uma avaliação da evolução da consciência ambiental no País. No painel de 2001 acrescentou-se uma bateria especial de questões sobre o consumo sustentável – isto é, sobre como as questões ambientais e de saúde estão afetando a decisão de compra de produtos e do consumo de bens e serviços como energia e água.

A coleta de dados foi realizada pelo IBOPE e o estudo é representativo da população brasileira adulta (16 anos ou mais), residente em áreas urbanas e rurais de todas as regiões.

Coordenou a pesquisa, pelo ISER, a cientista social Samyra Crespo e o secretário de Qualidade Ambiental, Dr. Eduardo Novaes, acompanhou o desenvolvimento da pesquisa pelo Ministério do Meio Ambiente.

Um dos principais pontos da pesquisa que destaco aqui é o fato de que nem sempre o nível de informação e convencimento racional sobre os problemas ambientais, resulta em um equivalente aumento do envolvimento e disposição das pessoas para as mudanças comportamentais em prol do ambiente, bem como abrir mão de determinado estilo de vida para um consumo sustentável.

Ou seja, é a velha história de que todos conhecem que a poluição, o lixo nas ruas, o desreipeito aos animais, o consumismo, a contaminação das águas, enfim, uma séries de problemas ambientais são considerados prejudiciais à saúde e ao equíbrio natural dos ecossistemas, só que ninguém se manifesta mudar de hábitos ou posturas, apenas lamenta e concorda que existe uma situação a ser resolvida.

A leitura dessa pesquisa realizada a algum tempo nos faz ver que muitas idéias e concepções dos brasileiros ainda são as mesmas, houve poucos progressos. Podemos refletir sobre como fazer progressivas mudanças, começemos a agir em nosso entorno social, na família, na vizinhança, na escola e por aí vai.

Confira: http://www.repams.org.br/downloads/uso%20sust.%20dos%20RN.pdf

Bruna Rosalem

FONTE: www.repams.org.br

 

 

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