Jacaré-do-papo-amarelo - Cananéia/SP

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Com quatro meses de atraso, o governo de São Paulo decretou na última quinta-feira, dia 9, a criação de três áreas marítimas de proteção ambiental (APA). A medida, publicada no Diário Oficial, coloca praticamente todo o litoral sob algum grau de preservação. A previsão inicial era publicar o texto em junho.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Estado, Xico Graziano, o principal objetivo das APAs é coibir a pesca predatória na região, em especial de grandes barcos de Santa Catarina e do Rio de Janeiro. “Eles vêm com redes de arrasto enormes de mil metros pegando tudo o que encontram pela frente. Mas aproveitam só cerca de 15%, o resto é jogado fora, o que prejudica todo o sistema.”

Ao mesmo tempo em que cria as unidades de conservação, o governo entrega hoje para a polícia ambiental seis lanchas para o patrulhamento da costa. “Antes, esse trabalho era do Ibama. Com a criação das APAs, puxamos essa atribuição para o Estado, ao mesmo tempo em que passamos a ter o instrumento para fazer isso. A prioridade é acabar com essa farra (da pesca predatória)”, diz.

A medida foi bem recebida por ambientalistas, mas com alguns poréns. O biólogo Fabio Motta, coordenador do programa Costa Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica, lembra que as APAs são o tipo de unidade de conservação menos restritivo, permitindo várias atividades. “Para recuperar os estoques pesqueiros é necessário criar algumas áreas de proteção integral que proíbem a pesca. Hoje a única área assim é o Parque da Laje de Santos, mas mesmo lá são flagrados pescadores usando arpões.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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