O IBDN lança projeto para promover o desenvolvimento sustentável e a cidadania ecológica de pessoas e empresas

O Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN) criou os selos “carbono cidadão” e “carbono empresa”, que fazem parte do projeto para neutralizar os impactos que causam o Aquecimento Global, por meio da captação, seqüestro e fixação do CO2.

A proposta é muito simples: plantar árvores, restaurar áreas degradadas e promover o reflorestamento. Para tanto, é preciso que cada cidadão e empresas se conscientizem sobre a quantidade de Gases do Efeito Estufa (GEE) emitida por eles, o impacto que causam ao meio ambiente e sobre a quantidade de árvores necessária para neutralizá-los.

Para dar todo o suporte neste cálculo, o IBDN desenvolveu, com bases científicas, um mecanismo indispensável neste estudo complexo, a Calculadora de Emissão de Carbono (CEC), com a missão de cruzar todos os dados fornecidos ou coletados sobre a emissão do CO2, resultando na quantidade aproximada de árvores que devem ser plantadas.

“A CEC vai nos auxiliar no cruzamento de dados como: queima de combustíveis fósseis, produção de lixo, quantidade de água e energia elétrica consumida, quantidade de papel utilizado, queima de carvão, lenha e o espaço físcio ocupado no solo”, explica Luis Fernando Rehder Menegat, Biólogo e Avaliador Ambiental do IBDN.

A região escolhida para inicar o plantio de árvores foi o Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart, localizado na zona Leste da cidade de São Paulo, divisa com o Município de Guarulhos, após a assinatura de parceria entre o IBDN e o Departamento de Água e Energia do Estado de São Paulo (DAEE). O Instituto será responsável pelo reflorestamento de 60 hectares, serão aproximadamente 1700 mudas por hectare, totalizando 100 mil novas árvores no Parque.

“A neutralização de carbono é um dos projetos do Instituto que visa combater o impacto ambiental causado pelo homem, de forma simples e com resultados efetivos”, informa Rogério Iório, presidente do IBDN.

O crescimento de cada muda é acompanhado de perto pela equipe multiciscilinar do IBDN para observar às necessidades nutricionais, a disponibilidade de água e o ataque de pragas e formigas, durante os dois primeiros anos. Após este período, são monitoradas por mais dois anos, e observadas pelo satélite (Google Earth Plus). Qualquer dúvida em relação ao ponto do plantio é realizada uma vistoria na área para levantar informações, evitando que todo o processo fique prejudicado.

Para ser parceiro do projeto e adquirir os selos de Carbono Cidadão ou Carbono Empresa é necessário disponibilizar os dados de emissões de CO2 pela empresa, produtos, eventos, prestação de serviço, cadeia de transportes (públicos e privados, de pessoa jurídica e física), que desejam compensar suas emissões de CO2, por meio da recuperação florestal, além de assumir o valor de 12 reais por muda, plantada e monitorada pelo período de quatro anos e, com isso, contribuir para desacelerar o Aquecimento Global.

Informações adicionais – A escolha das espécies das mudas acontecem segundo o grupo de Sucessão Ecológica (Pioneiras, Secundárias Iniciais, Secundárias Tardias e Clímácicas). Além disso, são utilizadas no mínimo 80 espécies nativas da Mata Atlântica (no caso do Parque Ecológico do Tietê) por hectare, dando preferência às de melhor adaptação de solo e clima, e ameaçadas de extinção ou atrativas da fauna associada.

Um outro ponto importante a ser observado é sobre as condições do solo. Antes do plantio é realizado algumas análises para posterior correção, principalmente em relação ao pH do solo. Após o levantamento é a vez da roçada, aração e gradeamento mecanizados, deixando o solo pronto para o plantio. Depois é só abrir as covas e implantar as mudas, as quais são produzidas no próprio parque, em viveiro administrado pelo IBDN.

O Parque Ecológico do Tietê é uma das áreas de grande importância ecológica do Estado de São Paulo, por corresponder a mata ciliar do rio, que leva seu nome. A área também margea a rodovia Airton Senna, no trecho que liga a Capital ao aeroporto Internacional de Guarulhos. “Com o reflorestamento da área, a Cidade terá um novo cartão postal e servirá como modelo para mostrar que é possível unir Poder Público, iniciativa privada e terceiro setor numa mesma causa, em prol do meio ambiente”, afirma Iório.

Fonte: Fernanda Sobral, assessoria Megaap
www.megaap.com.br

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