Em que cenário nós vivemos? Globalização. 

Globalização esta provocada pelo avanço da revolução tecnológica, científica, caracterizado pela internacionalização da produção e pela expansão dos fluxo financeiros; fragmentação que divide globalizadores e globalizados, centro e periferia, os que morrem de fome e os que morrem de tanto comer, rivalidades regionais, confrontos políticos, étnicos e confessionais, terrorismo, atividades rápidas, tempo excessivamente cronometrado.

É nesse contexto que devemos pensar uma educação para o futuro, uma releitura do mundo, valer o conhecimento como preservação das relações sociais de forma sadia e com o ambiente a nossa volta.

Refletiremos então em termos estão sempre nos canais de comunicação, nas expreessões dos ambientalistas e educadores ambientais, na política, na economia, nas comunidades, que são muito importantes para entendermos a atual sociedade e como praticar melhores ações na busca de equilibrio social e ecológico.

Sustentabilidade:
tem origens na economia (desenvolvimento sustentável) e ecologia, para inserir-se definitivamente no campo da educação, sintetizada no lema “uma educação sustentável para a sobrevivência do planeta”. Este conceito vai além da preservação dos recursos naturais e da viabilidade de um desenvolvimento sem agressão ao meio ambiente. Ele implica um equilíbrio do ser humano consigo mesmo e, em consequência, do planeta. A sustentabilidade refere-se ao próprio sentido do quem somos, de onde viemos e para onde vamos, como seres do sentido e doadores de sentido de tudo o que nos cerca.
Planetaridade:
A Terra é um “novo paradigma”. O tema cidadania planetária também pode ser discutido a partir desse termo. A educação na perspectiva planetária, pode dar inicio a um exercício de resignificação nas representações a que todos os humanos estão submetidos e que de certa forma desenvolvem, alimentam e propagam tanto nos mais simples até os mais complexos atos. A educação voltada para a planetaridade está atenta aos significados e para a consciência e discussão do que representam diante do conjunto de seus integrantes e do conjunto do meio no qual está inserido.

Globalidade: processo que está mudando a política, a economia, a cultura, a história, e portanto, a educação. É um termo que enfoca várias dimensões. O global e o local se fundem numa nova realidade: o “global”. Na era em que vivemos, pensamos em mudanças no sentido global, em realidades globais, ” pensar globalmente, agir localmente”, foi a primeira bandeira levantada pelos ecologistas. Podemos pensar global e agir local, é possível.

Complexidade:
termo entendido como aquilo que se tece em conjunto, o pensamento complexo se trata com a incerteza e que é capaz de conceber a organização. Pensamento apto a reunir,contextualizar,globalizar, mas ao mesmo reconhecer o singular, o individual, o concreto. O pensamento complexo não se limita nem a ciência, nem a filosofia, mas permite a comunicação entre os saberes, no sentido de trabalhar juntos.

Transdisciplinaridade:
embora tenha significados distintos, há certos termos que se aproximam da transdisciplinaridade, como transculturalidade, transversalidade, multiculturalidade, e outras, como complexidade e holismo. Podemos refletir que a interdisciplinaridade seria uma “forma de pensar” para se chegar a “transdisciplinaridade”, isto é, uma etapa não apenas de interação entre as disciplinas, mas de “superação das fronteiras entre as ciências”, sem opor uma à outra.

Conhecimento é fundamental, ainda mais hoje em que há avalanches de informações, muitas confusas, outras inúteis. Selecionemos as construtivas e esclarecedoras. Boas leituras!

FONTES: Edgar Morin: complexidade e pensamento complexo 

http://www.iecomplex.com.br/

Gadotti, Moacir: Pedagogia da Terra. 2ª edição. Fund, Peirópolis, 2000.

Bruna Rosalem    

     

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