Eu me pergunto quando vou ao mercado: será que realmente eu preciso dessas sacolas plásticas para carregar minhas compras até em casa e depois jogá-las fora? O percurso pode durar algum tempo, mas os danos ao meio ambiente podem ser para sempre.

É por essa razão, que de uns tempos pra cá, levo a minha própria sacola, não plástica é claro, eu comprei de pano, uso várias vezes, é muito resistente, não me preocupo se vai rasgar, a exemplo de muita gente que utiliza umas três sacolas plásticas para embalar uma garrafa de refrigerante, com medo de rasgar no caminho. Enfim, é muito mais prático e consciente.

Engraçado que antigamente, as pessoas usavam sua própra sacola ao fazerem compras, não porque necessariamente tinham uma consciência ecológica, mas não haviam criado uma necessidade tão intensa por sacolas plásticas como hoje em dia. Parece que ninguém mais sobreviverá sem elas. Eu continuo fazendo compras do mesmo jeito. As pessoas me olham do tipo ” que interessante, está ajudando a natureza” e outras ” o que ela está fazendo? Porque não coloca as coisas na sacola de mercado e pronto?!”

Bom, então irei apresentar alguns fatos:

São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, sendo considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros.

Estima-se que haja aproximadamente 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos, e claro, as irritantes sacolas plásticas.

De acordo com pesquisadores o lixo plástico tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
 

É como se fosse um monstro plástico vagando pelas águas, prejudicando toda fauna marítima. Ao passar pelo continente, só se vê praias cobertas de plástico e mais plástico. O mais alarmante é que toda peça plástica que foi manufaturada desde a descoberta deste material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar dos oceanos. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico há concentrações de polímeros até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Segundo o PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes. Como a maioria dos plásticos tendem a flutuar e não bio-degradam, os animais marinhos os ingerem, confundindo com alimento, o que os leva à morte por engasgamento, inanição ou envenenamento.

Já pararam para pensar em quanto lixo nós produzimos? E quantas vidas animais e vegetais nós eliminados a cada instante? Será que em algum momento iremos refletir sobre abrir mão de algum conforto ou comodidade na busca da salvação das espécies? Será que somente nós seres humanos temos o direito de viver e de se alimentar bem?

Se pensas que é um desafio tão grande, comecemos pelas pequenas e simples ações. De agora em diante, vá as compras com suas próprias sacolas, caixas ou bolsas, tentem não levar para casa diarimente sacolas plásticas. Incentive seus amigos, parentes e pessoas no mercado a fazerem o mesmo.

Olhemos para o que está acontecendo com nossa biodiversidade marítima!

Será que é justo?

Mudemos nossos hábitos. Juntos poderemos mudar uma cultura. Eu acredito.

Bruna Rosalem

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