Criado para promover a reinserção social de portadores de transtornos mentais por meio do trabalho, o Projeto Tear – Oficinas de Trabalho, Terapia e Arte, uma ação de responsabilidade social que reúne a iniciativa privada, o poder público e o terceiro setor (Pfizer, Prefeitura de Guarulhos e Associação Cornélia Vlieg) lançou uma novidade esse ano: a confecção de papel a partir de sementes de grama.

Ecologicamente correto, o papel, depois de utilizado, é cultivado na terra como qualquer outra planta e brota. A iniciativa de reproduzir a idéia em Guarulhos partiu da socióloga Rosemeire de Almeida, monitora das oficinas de papel do Tear, para atender uma solicitação da rede Wal-Mart, cliente do projeto, que tomou conhecimento desta criação na Inglaterra. Diante do desafio, ela e o grupo de oficineiros realizaram várias experiências e chegaram ao produto final.

Rosemeire explica que o papel tem um tempo curto de decomposição, desfazendo-se na terra no período de 10 a 12 dias. “Como neste caso o papel é recheado com sementes de grama, estas permanecem vivas durante todo o processo de fabricação e de utilização do material. Por isso, plantamos papel e nasce grama”, ensina a monitora, que também produz papel a partir de fibras retiradas de folhas de alface, de cascas de cebola, do tronco da bananeira, do coco verde e de talos de beterraba e de couve-flor.

A diferença de produzir o papel com fibras e com sementes de grama está no tratamento químico, processo pelo qual a mais nova invenção não precisa passar. As vantagens são muitas, explica a monitora: “é uma prova viva de que as pessoas precisam reciclar, cuidar do meio ambiente e da natureza, porque ela sempre responderá positivamente”, ressalta.

O custo para produzir o papel a partir de sementes de grama é o mesmo da fabricação com fibras: equivale a aproximadamente noventa centavos por folha.

O material, assim como vários outros produtos confeccionados pelos pacientes atendidos pelo projeto, pode ser adquirido na sede do Tear, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas, na rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92, na Vila Moreira (Guarulhos).

Os interessados também podem manter contato com o projeto pelo telefone (11) 6409-2200 ou pelo endereço eletrônico: oficinastear@uol.com.br.

Fonte:www.guarulhos.sp.gov.br

Caco Araújo

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