Por: Repórter Eco (Tv Cultura) – Fotos: Bárbara de Aquino

Entre rios e manguezais cercados de floresta tropical está o “lugar onde a terra encontra o mar”. É o significado de Maratayama, nome da aldeia dos índios da etnia Tupi Guarani que deu origem a Cananéia. Fica a 260 quilômetros da capital paulista. Tem apenas 15 mil habitantes.

De um lado, este importante conjunto colonial. Do outro, a exuberância da Mata Atlântica. Cananéia está justamente no centro de um dos mais importantes corredores biológicos do país, com mais de duzentos quilômetros de extensão. Numa ponta está Iguape, aqui no litoral sul de São Paulo. Na outra, Paranaguá, no litoral norte do Paraná. E o que a gente vê aqui não é apenas uma bela paisagem não. É um dos mais importantes berçários marinhos do Planeta.

Nesta região onde os rios encontram o Oceano Atlântico se reproduzem peixes e crustáceos. Ela é habitada por mais de trezentas espécies de pássaros, entre eles o Papagaio da Cara Roxa, que só existe aqui e em nenhum outro lugar do mundo.

Alunos do oitavo ano da Escola Guedes de Azevedo, de Bauru, no interior de São Paulo, estão em Cananéia para uma vivência em educação ambiental. Ao lado da Igreja de São João Batista, do século 16, aprendem que ela era usada para revidar ataques de piratas. As seteiras serviam para disparar flechas. Curiosidades sobre os antigos habitantes não faltam.

Entrevista com Nany de Jesus-monitora ambiental: ” Eles tinham que oferecer meios de transporte para as tropas portuguesas. Daí se deu a primeira economia de Cananéia. Que foi o quê? Fabricação de barcos. Cananéia chegou a ter dezesseis estaleiros. Então foi aí que os portugueses começaram a tirar árvores da Mata Atlântica para poder fabricar ou mesmo reformar as embarcações”.

Entrevista com João Carlos Borges- pesquisador: ” Houve um desmatamento desenfreado e o fim da escravatura inviabilizou esse desmatamento. A partir do momento que o homem deixou de interferir, de depredar a natureza, ela, aqui nessa região, rapidamente se recuperou”.
oHoje a pesca e o turismo movem a economia de Cananéia, que em 1969 foi tombada pelo Condephaat- Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, da secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Quase 160 casas estão tombadas. Encontramos o “seo” Romeu, que em entrevista ao Repórter Eco em 2001 contou que queria lançar um dicionário para registrar o jeito de falar do caiçara. O sonho está realizado. O caiçarês parece outra língua.

Entrevista com Romeu Rodrigues/ autor do livro: ” Provera que os caçutus despinhocassem a pinimba do nosso país. Com todas as mudanças políticas, se isso acontecesse seria legal. A tradução seria: provera=tomara, que os caçutus, os políticos, que acabam de ser eleitos, despinhocassem, que seria limpassem, a miséria do nosso país”.

No Museu Municipal estão as caçarolas onde era derretido óleo de baleia. Ele dava a liga para as antigas paredes de pedra, junto com o cal fabricado com as conchas dos sambaquis. Esta é uma réplica desses dep

Agradecimentos:
– Escola Guedes de Azevedo – Bauru/SP
– Pousada Cardoso – Cananéia

Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli.Reportagem:Cláudia Tavares. Pauta:Laís Duarte.Edição de Texto:Alexandre Redondo. Imagens:Adilson de Paula.Operador de Áudio: Sérgio Bernardino. Produtor:Maurício Lima. Edição de Imagens: João Kralik.

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