Apagão aéreo, apagão energético (parte 1 – 1998), apagão energético (parte 2 – 2009), apagão…. apagão…. são tantos.
Quantas velas temos que acender?
Ontem, 9 de novembro, 22:10hs, estou eu terminando de preparar um bom suco de melancia para acompanhar o jantar preparado por minha esposa quando tudo começa a piscar e, por fim, se apaga.
Tudo parece uma simples falta de energia no bairro, mas ao sair de casa e olhar para o horizonte vejo que a escuridão é geral! Me senti como se estivesse no interior, naquelas noites de lua cheia onde se encherga tudo, mesmo no escuro. Tudo tem seu lado positivo, afinal, nada como um jantar à luz de velas, ou melhor, lanternas.
Hoje vejo em todos os meios de comunicação que essa pane afetou a muitos Estados brasileiros, além do Paraguai. Até agora não se consegue definir com exatidão o que aconteceu.
Isso me fez refletir muito sobre como estamos sujeitos a esses impasses. Será que isso reflete a fragilidade da nossa nação? E não me refiro somente à questão energética, mas também às questões sociais, educacionais, ambientais, entre tantas outras.
Certamente hoje foi um dia muito atribulado para os funcionarios de Itaipú e Furnas, afinal, são necessárias explicações. Já pensou… um colapso desse em véspera de ano eleitoral sem uma explicação plausível e, digamos, causado por forças naturais, seria preocupante.
Ontem a noite já pude observar viaturas policiais trafegando no escuro das ruas buscando oferecer segurança aos cidadãos disprovidos de energia elétrica.
Hoje, em São Paulo, formou-se um caos na região central por conta dos farois em amarelo piscante, além dos muitos quilometros de trânsito nas diversas rodovias que chegam a cidade de São Paulo.
Muito bem, pensando em tudo isso, me fiz uma pergunta: Será que só é possível se tomar alguma atitude mediante a algum colapso????
Hoje o clima dá sinais de emergência e alguns estudiosos acreditam ser irreversíveis os danos causados pela atividade humana na terra e, ainda assim, pouco se faz no sentido de tentar reverter esse quadro.
Acho que espera-se um sinal mais evidente para que se tomem medidas mais efetivas e definitivas a respeito de todos essas questões. Só esperamos que essa evidência não seja um colapso mundial.
Pense no apagão como um aviso.
Abs.
Caco.






