
Esse tem sido o tema do momento, pautado e discutido em reuniões de planejamento nos mais diversos segmentos da sociedade e também em grandes corporações que estão implantando a contrapartida para as emissões do gás carbônico proveniente de suas atividades.
Podemos afirmar que essa é mais uma tentativa de reverter os danos ambientais causados pela atividade humana durante toda a história, embora se acredite que o aquecimento global seja um processo irreversível.
Entenda que o nível atual de emissão de gás carbônico na atmosfera é o mais alto dos últimos 420 mil anos. Os oito anos mais quentes da História ocorreram na última década.
Os Gases de Efeito Estufa (GEE) são os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas em nosso planeta, em especial pelo aquecimento global, que está provocando incêndios florestais, mudança das correntes marítimas, degelo e elevação do nível dos oceanos.
Os gases “responsáveis” pelo efeito estufa, sobretudo o gás carbônico, ficam pairando na atmosfera ao redor de todo o globo. Os raios solares atravessam a atmosfera, chegando à terra, mas até aqui, tudo bem. O problema acontece quando o calor gerado pelos raios solares fica preso entre a terra essa camada de gases, não se dissipando totalmente na atmosfera. Esse calor volta para a terra e causa o efeito estufa.

Segundo o IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change, existe a necessidade de reduzir em, pelo menos, 50% as emissões de gases de efeito estufa nos próximos 100 anos, para que a temperatura global seja estabilizada e a solução para atingir tal redução e combater as mudanças climáticas, de forma emergencial, é a diminuição da dependência humana por combustíveis fósseis e a proibição da devastação das florestas do mundo.
A problemática é que os tradicionais meios de produção, transporte e consumo estão intimamente dependentes dos combustíveis fósseis. Da mesma forma, os governos de nações em desenvolvimento, das quais o Brasil é um forte exemplo, mostram-se ineficientes na tentativa de evitar a degradação ilegal de florestas, como se observa nos noticiários.
Infelizmente, nosso “modo de vida” não nos permite a eliminação completa das emissões de carbono, ainda que mudemos nossos hábitos, adotando atitudes ecologimanente corretas, entre outras medidas. Por isso, para compensar o impacto dessas emissões que são inevitáveis, empresas podem neutralizar suas emissões através de políticas de compensação.
Você pode calcular suas emissões de gás de efeito estufa, clique aqui.
A neutralização de carbono é obtida quando as emissões de uma atividade, produto ou evento, são compensadas por projetos que:
- absorvem carbono
- evitam as emissões de carbono (ou de outros gases estufa) à atmosfera.
O co-financiamento de projetos de crédito de carbono, nas proporções das emissões produzidas, é uma maneira conveniente e econômica de compensar a contribuição de uma organização às mudanças climáticas e contribuir para o desenvolvimento sustentável. Tais projetos incluem projetos de reconstituição florestal e projetos que substituem um geração de energia poluente (como o diesel) por energias renováveis como painéis solares, turbinas eólicas, entre outras.
O que podemos fazer para ajudar nessa situação é mudar radicalmente nossos hábitos, adotando, nos pequenos detalhes, nossa postura com relação ao meio ambiente e aos recursos naturais.
O que você pode fazer de imediato:
· Diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene) e aumentar o uso de biocombustíveis (exemplo: biodiesel) e etanol.
· Os automóveis devem ser regulados constantemente para evitar a queima de combustíveis de forma desregulada. O uso obrigatório de catalisador em escapamentos de automóveis, motos e caminhões.
· Sempre que possível, deixar o carro em casa e usar o sistema de transporte coletivo (ônibus, metrô, trens) ou bicicleta.
· Colaborar ativamente para o sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem.
· Usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos.
· Reduzir, imediatamente, o consumo de água e energia, mudando hábitos em casa e no trabalho.
· Se possível, aproveitar a água proveniente da chuva para usos diversos.
· Planejar as construções para aproveitar ao máximo a luz externa, reduzindo, o consumo de energia.
· Evitar ao máximo o desperdício, quer seja de água, alimentos, roupas, remédios, brinquedos, entre tantas outras coisas. Se não te serve mais, doe.
· Plante árvores.
O que as empresas e o governo devem fazer:
· Não praticar desmatamento e queimadas em florestas. Pelo contrário, deve-se efetuar o plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global.
· Instalação de sistemas de controle de emissão de gases poluentes nas indústrias.
· Ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica,solar, nuclear e maremotriz. Evitar ao máximo a geração de energia através de termoelétricas, que usam combustíveis fósseis.
· Recuperação do gás metano nosaterros sanitários.
· Uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão de carbono.
· Construção de prédios com implantação de sistemas que visem economizar energia (uso da energia solar para aquecimento da água e refrigeração).
· Ter uma postura séria quando o assunto é a destruição dos recursos naturais, não sendo conivente com o crimes à humanidade, como tem ocorrido.
Essa lista seria infinda, no entanto, é o começo.
Colocar tudo isso em prática é incomparavelmente mais difícil do que falar. E essa mudança de atitude vai exigir um grande esforço das esferas públicas, organizações não governamenais e, principalmente, da sua atitude pessoal.
Para mudar o mundo precisamos, inicialmente, mudar nós mesmos.
Caco Araújo.





