Várias equipes de salvamento travam uma verdadeira corrida contra o tempo para salvar dezenas de golfinhos que ficaram presos em uma enseada da costa da Cornualha e em uma baía do Noroeste de Madagáscar.
Animais presos na Grã-Bretanha e em Madagáscar
Quase uma centena de golfinhos morreram no espaço de uma semana em dois incidentes distintos: um na Cornualha, na Grã-Bretanha, outro na ilha de Madagáscar.
No primeiro perderam a vida 26 golfinhos, só na segunda-feira, segundo fontes, ontem, citadas pelo jornal britânico Telegraph.
O drama começou durante a madrugada desse dia, quando um grupo de golfinhos nadou pelo rio Percuil, perto do porto de Falmouth, tendo ficado preso numa enseada.
Os primeiros exames feitos aos animais não indicaram quaisquer sinais de envenenamento ou doença. Os golfinhos podiam, em teoria, ter seguido um cardume até ao local, mas os britânicos também avançaram a hipótese de eles estarem a tentar fugir a um sonar de baixa frequência de um navio de guerra que estava ali na zona.
“É uma carnificina horrível com corpos por todo o lado”, afirmou o responsável das lanchas de socorro de Falmouth, Dave Nicoll, enquanto um outro responsável pelas equipes de salvamento lembrava que há 27 anos que um tão elevado número de animais ficava assim preso.
Em outras águas, as do Índico, outras equipes de socorro travam nesta altura uma verdadeira corrida contra o tempo para conseguir salvar mais de cem baleias cabeça-de-melão, uma espécie de golfinho, que ficaram presas na Baía de Loza, no noroeste da ilha de Madagáscar.
No espaço de uma semana, confirmaram agências de conservação às agências internacionais, pelo menos 55 morreram e 22 foram salvas.
O primeiro animal ficou preso na baía no final de Maio e a primeira morte aconteceu três dias depois – informou a televisão BBC. A baleia cabeça-de-melão (designada por Peponocephala Electra) encontra-se em águas tropicais, mas é pouco vista pelos humanos, uma vez que prefere as águas profundas.
Ora, na Baía de Loza, essas condições essenciais não existem. Esta baía consiste num estuário com uma garganta de dez quilómetros e menos de dez metros de profundidade.
A baía onde as baleias ficaram retidas fica perto de uma zona onde a ExxonMobil está a realizar uma prospecção, refere a BBC, mas a companhia petrolífera rejeita qualquer relação com o caso.
A empresa norte-americana diz que começou a fazer os trabalhos de prospecção já depois de a primeira baleia ter dado à costa. Mesmo assim decidiu suspender as operações. A companhia petrolífera realçou que a prospecção em causa estava a ser realizada a uma distância de 50 quilómetros da Baía de Loza.
fonte: Diário de Notícias de Portugal
Caco Araújo






